A Polícia Rodoviária Federal registrou 1.754 acidentes nas estradas federais do País de quinta- a domingo. Neste período, 1.186 pessoas ficaram feridas e 101 morreram. Só no estado de São Paulo o número de mortos cresceu 17,7%, enquanto em Minas o aumento foi de 25%.

Treze foram as vítimas fatais do trânsito, no RS, da noite de quinta até o fim do domingo. Pra não falar nas outras 36 pessoas que perderam as vidas de forma violenta, vítimas de assassinatos. Tudo isso num fim de semana.

Decididamente, não precisa esperar o delegado Mallmann apresentar o relatório de quantas dessas mortes envolviam teor alcoólico. Não interessa. É demais. É um absurdo.

Se lembrarmos que, no primeiro fim de semana de aplicação do novo código de trânsito, quando as pessoas tomaram um susto com as punições que poderiam receber e lembrar que aquela segunda-feira chegou sem um único óbito em rodovias gaúchas, é de se pensar que estamos vivenciando um momento suicida de nossa história.

Só o desejo de morrer mais cedo pode justificar uma carnificina como essa. Nem no Iraque morre tanta gente vítima da violência, em um único fim de semana. Importante não esquecer: a maioria das vítimas são jovens, muitas crianças. Estamos jogando o futuro pelo ralo.

por Marco Poli
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